sexta-feira, 16 de abril de 2010

2007

Pensar para resistir
Ana Paula Sodré - 3º ano

Delfos era um famoso tempo grego que os pensadores freqüentavam a fim de obter respostas para suas duvidas. La havia uma inscrição: “conhece-te a ti mesmo”. Servia para lembrar aos homens que eles não passavam de meros mortais e que ninguém pode fugir de seu destino. Nesse tempo havia um oráculo que proclamou Sócrates como o homem mais sábio da Grécia. O filósofo falou então que se fosse verdade, isso se devia ao fato de ele ser o único que estava ciente de sua própria ignorância. É o tal do autoconhecimento.
Depois dele, muitos ainda falaram do assunto. Sartre, Spinoza e outros consideravam o autoconhecimento como único meio de se chegar a uma auto-critica, e através dessa crítica seria possível evoluir. Já autores como Nietzsche, diziam que se conhecer é uma questão de ética, no entanto é difícil se conhecer por completo, uma vez que somos seres inefáveis.
Esse autoconhecimento é difícil de obter pois estamos sempre nos controlando e nos impondo limites morais para sermos aceitos na sociedade. Mesmo sabendo que o nosso limite ainda não chegou, não nos permitimos ir além pelo simples fato de que não houve nenhum antepassado que ultrapassou aquela linha moral que nos foi estabelecida. Deixamos de crescer para poder nos adequar aos padrões sócio-culturais. Deixamos de nos conhecer e de escutar nossas próprias vontades para escutarmos o que os outros dizem que é melhor, ou seja, o que julgam ser o bem comum. Com isso, viramos a tão chamada “massa de manobra”. Quem não busca se conhecer, acredita sempre nos outros e muitas vezes subestima seu potencial. Assim perdemos muitos pensadores: abafados pelos mandamentos da mídia (ou “a maquina”) e escondidos entre os “espertinhos” que jogam o jogo de poder da sociedade e se sobressaem, manipulando os outros.
É justamente para não sermos manipulados que é tão importante cultivar o autoconhecimento. Só assim conseguiremos pensar por nós mesmos e ir, quem sabe, até mesmo além dos nossos limites. E então o lugar comum ganha sentido: Penso, logo resisto.

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