segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

let it be

Deixa o verão passar, deixa a poeira baixar, deixa o coração se recuperar. Deixa o medo desaparecer, deixa a saudade bater, deixa o pensamento se perder. Deixa o mundo girar, deixa a chuva cair, deixa o vento soprar. Deixa a droga bater, deixa a menina beber, deixa a festa encher. Deixa o povo falar, deixa a fofoca rolar, deixa a verdade abafar. Deixa o pai saber, deixa a mãe enlouquecer, deixa a familia morrer. Deixa o tempo passar, deixa a loucura evaporar, deixa a carencia chegar.
Deixa ser, deixa passar, deixa viver. Deixa festar, deixa correr, deixa amar.
Deixa e espera, que depois de tudo isso você vai ser meu. Eu sei que vai. E você também sabe.

sábado, 13 de dezembro de 2008

rascunho em uma noite de porre

Eu aqui achando que você algum dia cogitou a possibilidade de levar a sério. Deixei o cara da voz sexy que me matava de rir com a sua hipocrisia se transformar no homem dos meus sonhos, e por um minuto eu quis ter ele só pra mim. Caralho, eu podia ter todos os caras daquele sítio. Podia ter todos eles correndo atras de mim, literamente. Ai vem você, seu bosta, e se faz o cara mais perfeito do mundo por ser o intocável, o inatingível. E eu que ainda não respirava direito devido ao último tombo, perdi minha respiração de novo. E a raiva, e o meu ceticismo, e aquele pedaço de papel em baixo da minha lingua. E você que até cinco minutos atras era o meu homem, virou no meu novo carrasco.
Por deus, porque nao pode ser você o cara que cuida de mim quando eu tenho medo? porque nao pode ser você o cara que quando eu nao to afim de sair fica em casa comigo quietinho vendo filme? Puta merda, a gente pode ser tão feliz, a gente pode se fazer tanto bem.
Porque tu não tem essa sede de intimidade e amor meu como eu tenho pelo teu?

sábado, 6 de dezembro de 2008

ele é mais sentimental que eu, então fica bem se eu sofro um pouco mais

Não se assuste se um dia de madrugada eu for falar contigo te dizendo que lembrei de você vendo um filme. Isso não quer dizer que eu te amo ainda. Só estou sábado a noite em casa porque estou sofrendo as dores do meu novo amor. Não pense que eu não te esqueci e que cada música e esquina da vida me lembra você. Na verdade eu voltei pra minha paz, que só é abalada pelo meu novo amor. E como ele abala. Mas disso eu gosto, é controlado.
Não vai achar que cada dia eu rezo pra te ter de novo. Agora é uma mensagem do meu novo pilantra que eu espero, e olha que eu sempre recebo. Não vai pensar que eu esperava que você dissesse que está completamente triste e implorasse outra vez por uma conversa. Eu sei que você não está bem, e tu sabe que eu sei. E tu sabe que eu estou bem com o meu novo pilantra e que ele paga meus caprichos e me leva sábado a tarde pra comer torta alemã. A gente sabe que o nosso tempo passou e que estamos nos dando relativamente bem na nossa nova vida (eu estou, você não).
Então me explica porque eu ainda escrevo essas coisas pra você, sabendo que você mal sabe ler?