A minha cafagestagem agora é segurança. Eu sei que mais cedo ou mais tarde você vai aprontar pra mim então eu vou ganhando créditos. É também alivio instantaneo. O alcool, o cheiro do cigarro, o gosto do cigarro misturado com chiclete de menta são a minha morfina. O gosto do novo, do proibido, do perigo, da vingança são meu valium. Saio toda noite para provar bocas novas, gostos novos, copos novos, limão e sal. E enquanto o alcool não evapora eu sinto em mim a liberdade de não ser sua, a satisfação de te esquecer nem que seja enquanto dura um beijo em alguém que você odiaria. Sinto a sensação de não sofrer por ti, de não te sentir. Madrugadas a fora eu mostro minhas carnes, escondo as cicatrizes que você me deixou. Dou gargalhada da minha desgraça falando que 'essa menina linda' só está solteira por causa de um perdedor que me trocou por hamburguer. Tu lembra disso? Tinhas um filé em casa. Ficasse com hamburguer.
E eu tenho as minhas cerejas, os meus copos de margueritha, os estranhos querendo conhecer a minha casa e querendo entrar na minha vida. E durante a noite eu finjo que não me importo em ver alguém que estava comigo abraçado em outra dois minutos depois. Finjo que isso não me atinge. Já sofri por tanto, um casinho assim não faz diferença. Me sinto leve, solta, livre de todo o pesadelo que é amar. A noite é escura mas existem muitas luzes, fogos e barulhos que me tiram o medo. E existem meus 'guardiões', meus amigos coloridos, meus amantes, meus colegas, meus instrutores. Eu sei que no fundo ninguém se preocupa comigo de fato mas toda essa hipocrisia me fascina. Da sua hipocrisia eu cansei, mas ela é o meu lar enquanto a festa não começa e quando ela termina é pra ti que eu ligo, querendo que tu venha me ver e me traga um pouco da sua hipocrisia.
No outro dia fico só com a ressaca moral e a dor de cabeça junto com a ótima sensação de estar te enganando. Me sinto forte e superior porque pelo menos por uma noite não fui eu a troxa da história. Pelo menos por uma noite eu que não me importei onde você estava, e você que ficou me ligando e pedindo para seus amigos me seguirem. Rio da sua cara de ciume e vejo que essa vingança pode ser boa. Mas quando é comigo que acontece eu lembro de como é ruim esse aperto do no peito, essas toneladas de vazio que me esmagam. E você ri da minha cara e fala como se tudo fosse tão normal e chato pra você. Como se a gente pudesse consertar tudo mais tarde, afinal eu te amo e tu me ama. E você segue seu dia e diz que outro dia a gente conversa, como se toda essa palhaçada e teatro que a gente faz toda noite não fizesse diferença nenhuma pra nós dois. E eu finjo que não me atinge, mas nós sabemos que sim.
E eu tenho as minhas cerejas, os meus copos de margueritha, os estranhos querendo conhecer a minha casa e querendo entrar na minha vida. E durante a noite eu finjo que não me importo em ver alguém que estava comigo abraçado em outra dois minutos depois. Finjo que isso não me atinge. Já sofri por tanto, um casinho assim não faz diferença. Me sinto leve, solta, livre de todo o pesadelo que é amar. A noite é escura mas existem muitas luzes, fogos e barulhos que me tiram o medo. E existem meus 'guardiões', meus amigos coloridos, meus amantes, meus colegas, meus instrutores. Eu sei que no fundo ninguém se preocupa comigo de fato mas toda essa hipocrisia me fascina. Da sua hipocrisia eu cansei, mas ela é o meu lar enquanto a festa não começa e quando ela termina é pra ti que eu ligo, querendo que tu venha me ver e me traga um pouco da sua hipocrisia.
No outro dia fico só com a ressaca moral e a dor de cabeça junto com a ótima sensação de estar te enganando. Me sinto forte e superior porque pelo menos por uma noite não fui eu a troxa da história. Pelo menos por uma noite eu que não me importei onde você estava, e você que ficou me ligando e pedindo para seus amigos me seguirem. Rio da sua cara de ciume e vejo que essa vingança pode ser boa. Mas quando é comigo que acontece eu lembro de como é ruim esse aperto do no peito, essas toneladas de vazio que me esmagam. E você ri da minha cara e fala como se tudo fosse tão normal e chato pra você. Como se a gente pudesse consertar tudo mais tarde, afinal eu te amo e tu me ama. E você segue seu dia e diz que outro dia a gente conversa, como se toda essa palhaçada e teatro que a gente faz toda noite não fizesse diferença nenhuma pra nós dois. E eu finjo que não me atinge, mas nós sabemos que sim.
1 comentários:
A dor da ressaca moral, ou até corporal não é nem perto da dor que a gente tinha antes de começar a beber e a festar.
E o problema é que essa dor volta quando a ressaca vai embora.
Mas se for pra esquecer dos problemas ao menos por uma noite toda a semana, seja feliz!
melhoras ;*
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